É preciso se adaptar para sobreviver no varejo pós e-commerce

A capacidade de uma empresa transformar-se é uma qualidade que deve ser mais valorizada que seu tamanho ou a imponência do império que tenha construído ao longo do tempo. "Não são as espécies mais fortes que sobrevivem, nem as mais inteligentes. São as mais adaptáveis às mudanças".

 

A frase acima, atribuída a Charles Darwin na sua análise da evolução das espécies se aplica perfeitamente, em analogia, no mundo empresarial.

 

Gigantes que não perceberam mudanças à sua volta sucumbiram diante de novos negócios baseados em inovação. Basta observar empresas como Blockbuster, que viu seu império de locações de DVD´s ruir a partir da consolidação da Netflix, com seu então inovador serviço de streaming. E muitas outras ficaram e ainda ficarão pelo caminho.

 

Sem contar que antes da sua derrocada a Blockbuster recusou uma oferta para comprar a Netflix, provavelmente apoiada na soberba de que seu império era grande demais para ser ameaçado.

 

Por outro lado, há histórias de empreendimentos centenários, como General Electrics (GE), com seus 125 anos, que se transformou ao longo das décadas.

 

A empresa foi fundada por Thomas Edison em 1878 com o nome de Edison Electric Light Company. Só um ano depois, Edison inventou a primeira lâmpada incandescente com filamento de carbono comercialmente viável.

 

Hoje, a terceira maior empresa dos Estados Unidos em renda bruta, com atuação mundial, a GE está nos setores de aviação, software, conexões de energia, pesquisa global, assistência médica, iluminação, petróleo e gás, energia renovável, transportes e capital, serviços financeiros, dispositivos médicos, ciências da vida, produtos farmacêuticos, indústria automotiva e indústrias de engenharia.

 

Exemplos como os da Blockbuster e da GE são ainda mais inspiradores no momento em que o mundo do varejo passa por uma transição a partir da conexão entre lojas físicas e virtuais, com inúmeros cases demonstrando que a confluência dos dois modelos é o caminho a ser seguido.

 

O mercado é o mesmo para todos, com oportunidades muito parecidas em se tratando de negócios, mas o diferencial está na forma com que cada gestor percebe os acontecimentos.

 

O timing correto representa a diferença entre sucesso e fracasso em um mundo tão competitivo, com informação em abundância e transformação constante.

 

Os clientes interessados em moda, saúde, acessórios automotivos, telefonia, eletrodomésticos, eletrônicos, informática, bebidas, alimentos, esporte, lazer e diversos outros setores já perceberam isto e estão comprando cada vez mais na internet.

 

Não é por acaso que o e-commerce atingiu no primeiro semestre de 2017 o faturamento de R$ 21 bilhões, que representa um crescimento de 7,5% em comparação com o mesmo período de 2016, quando foram registrados R$ 19,6 bilhões.

 

As compras realizadas cresceram 3,9% e o tíquete médio aumentou 3,5%, passando de R$ 403,00 para R$ 418,00. Os dados estão no relatório Webshoppers 36, divulgado pela Ebit, empresa referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro.

 

Para o futuro, nos próximos anos, até 2021, uma pesquisa realizada pelo Google projeta que o e-commerce vai dobrar sua influência no faturamento do varejo com um crescimento médio de 12,4% ao ano. Com isso, as vendas devem atingir R$ 85 bilhões, elevando participação no setor de 5,4% em 2016 para 9,5% em 2021.

 

Considerando esta realidade e lembrando-se da teoria da evolução de Darwin aplicada aos negócios, é prudente que os varejistas se adaptem ao meio para sobreviver.

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