O que aprender com Jack Ma, da Alibaba, para aplicar no seu negócio

Jack Ma, o homem mais rico da China, visionário do varejo, que está transformando o mercado

 

O que Jack Ma tem que você tem? A pergunta deste artigo é de fácil resposta. Mas podemos começar por eliminação, pensando no que o chinês mais ilustre do mundo moderno possui e talvez você ainda não tenha.

 

Jack Ma, o chinês dono da Alibaba, tem alguns bilhões de dólares, as empresas mais disruptivas do varejo mundial na atualidade, a capacidade dos grandes visionários que marcaram a história da humanidade e diversas outras características que o levaram ao patamar em que se encontra. Mas como este não é um artigo biográfico, paro por aqui.

 

E digo o que Jack Ma tem que você também possui: o caminho das pedras para o sucesso no varejo. Ele construiu esse caminho na medida em que edificou seu império e deixou as dicas para você, para mim e quem mais quiser seguir. E muitos estão seguindo.

 

Você agora pode trilhar a mesma estrada e replicar de acordo com o que se adeque ao seu negócio as experiências que ele já demonstrou que funcionam após todos os anos de experimentação que resultaram na fórmula do New Retail, termo que também é de sua autoria.

 

E são as mudanças na forma das empresas se posicionarem na relação com o consumidor, baseadas no New Retail, o Novo Varejo, que apontam as tendências para o ano de 2019, e os próximos, aqui no ocidente, a partir do aprendizado adquirido na observação do que acontece na China.

 

Todas estão relacionadas com a digitalização do varejo, que define o conceito de New Retail: a harmonização das operações offline e on-line em um processo de vendas que não faz mais distinção entre físico e virtual, com a aplicação de recursos tecnológicos na estratégia.

 

Surfar esta onda requer uma percepção clara das oportunidades geradas pelo momento do varejo no mundo inteiro, com os melhores exemplos da Alibaba e também vindos dos Estados Unidos, com Amazon e Walmart.

 

E não se trata apenas de criar uma loja virtual ou vender produtos utilizando as redes sociais. O New Retail requer a aplicação da tecnologia para reunir dados suficientes ao aprendizado sobre os hábitos do consumidor, com o objetivo de potencializar sua relação de consumo com as marcas e empresas.

 

É básico ter a gestão da empresa baseada em um ERP, com um banco de dados organizado, que possibilite gerar relatórios para análises de toda a movimentação do negócio.

 

Partindo do princípio que esta etapa já está sendo cumprida pelas empresas, que devem com isso ter organização suficiente da sua gestão administrativa e fiscal e reunir um retrato mínimo do comportamento do seu consumidor, o próximo passo é adotar iniciativas e ferramentas para ir além.

Sendo assim, é necessário observar três aspectos fundamentais desta transformação, apresentados abaixo em ordem de prioridade para sua aplicação.

 

1. Em primeiro lugar, a experiência do consumidor

 

A jornada do consumidor deve ser a cada dia mais valorizada e facilitada, pois é isto o que ele busca ao se relacionar com uma empresa em qualquer segmento.

 

Reduzir fricção e eliminar atritos desnecessários no seu caminho até a conversão de uma compra é a prioridade zero no varejo.

 

Isto passa por concentrar esforços na melhoria do atendimento, garantir praticidade na forma de pagamento e eficiência na logística, inclusive a reversa, até o pós-venda e todo o processo de acompanhamento da relação com o cliente.

 

Além de manter no e-commerce um site bem estruturado, com informações claras, navegação prática, intuitiva e segura.

 

O ambiente da loja precisa ser repensado para conduzir a uma experiência satisfatória, sempre utilizando a tecnologia, seja no espaço físico ou na versão on-line do negócio.

 

Entram aí experiências de realidade aumentada; a possibilidade de comprar on-line e retirar na loja física; a estratégia de comprar em equipamentos que dão acesso ao e-commerce dentro das lojas físicas e depois receber o produto em casa; negociar por meio das redes sociais; receber o produto em casa para experimentar de forma condicional e diversas outras ações.

 

2. Ser ominchannel

 

A integração dos canais de venda em um grande ecossistema que proporciona a facilidade de acesso e a resolutividade da demanda do cliente passa por abrir inúmeras portas direcionando para o mesmo negócio.

 

Não há mais como diferenciar ou negligenciar o canal on-line como se fosse algo à parte na estratégia de vendas.

 

É comum hoje as lojas manterem showrooms onde o cliente experimenta o produto e depois conclui a compra virtualmente. Com isto, reduzem custos com aluguel e outros, referentes a manutenção de grandes espaços físicos, por exemplo. Além desta realidade possibilitar que a empresa mantenha um estoque mínimo.

 

Outra vantagem deste modelo é a possibilidade de adotar crossdocking na estratégia, que é a venda do produto antes de solicitar o envio pelo fabricante, de forma que o lojista destina capital para compras junto a fornecedores somente após a confirmação de um pedido pelo consumidor.

 

Com isto, ele não mantém dinheiro parado aplicado em estoque e elimina a necessidade de uma área para armazenamento, já que o produto é recebido e imediatamente despachado para o endereço do cliente.

 

Pensando ainda no aumento dos pontos de contato com o consumidor, além da necessidade de manter um e-commerce próprio, é vital as empresas utilizarem canais como as redes sociais e os marketplaces para impulsionar suas vendas.

 

3. Big Data gerando ativo estratégico

 

A digitalização do varejo culmina com o que podemos classificar como o ativo mais estratégico de uma empresa em tempo de New Retail: a geração impressionante de dados.

 

Seja com a criação de uma loja virtual ou a utilização de recursos tecnológicos como reconhecimento facial e câmeras com sensores para mapear a movimentação de clientes dentro de uma loja, é possível captar milhares de dados nos processos de compra digitalizados.

 

Em ascensão há algum tempo, as tecnologias de Big Data geram dados que podem ser convertidos em informações valiosas, como comportamento de compras, tendências de consumo, aceitação de produtos e diversas outras.

 

Tudo isto pode embasar estratégias com a criação de perfis personalizados para abordagens aos clientes de acordo com suas preferências e direcionadas para campanhas mais assertivas e eficientes, voltadas ao aumento das vendas.

 

Esta é apenas uma leitura do que há de básico a ser feito em um mundo que reserva um sem fim de iniciativas a serem aplicadas na estratégia de transformação dos negócios, mas cuidando destes três aspectos é possível iniciar a transição necessária para o New Retail.

 

Os próximos passos virão naturalmente ditados pelo mercado. Basta observar os grandes players para coletar os melhores insights.

 

Lembrando que o foco é a criação de um relacionamento diferenciado com o cliente. Porque seja o que for implementado, a discussão sempre será sobre melhorar a experiência do consumidor pensando em gerar bons resultados no negócio.

 

 

*Emerson Duarte é diretor de marketing da EMC Sistemas, especialista em marketing digital e e-commerce

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Veja também
Please reload

Gerencie Melhor é uma publicação de EMC Sistemas, com o objetivo de disseminar informação

gratuita e de qualidade, para a melhoria dos resultados das empresas com dicas de gestão empresarial.

(31) 3851 3838 | marketing@emcsistemas.com.brwww.emcsistemas.com.br

João Monlevade, Minas Gerais - Brasil