Loja física + e-commerce: multiplicando os canais de venda

A transformação do Varejo a partir da mudança de comportamento do consumidor, baseada na nova forma de adquirir produtos e contratar serviços a partir da praticidade do e-commerce, não pode ser ignorada por ninguém.
Se o movimento de compra é invisível ao trafegar pelos megabytes da sua conexão, o mesmo não se pode dizer do que ocorre nas contas bancárias das empresas que já operam com e-commerce, como demonstrado pelo Webshoppers 36, diagnóstico realizado pela empresa Ebit, referente aos resultados do primeiro semestre de 2017.
O e-commerce faturou R$ 21 bilhões nos primeiros seis meses deste ano, registrando um crescimento nominal de 7,5% em comparação com o mesmo período de 2016, quando foram registrados R$ 19,6 bilhões. Este resultado foi motivado pelo aumento do número de pedidos em 3,9%, passando de 48,5 milhões para 50,3 milhões, e elevando o tíquete médio em 3,5%, de R$ 403 para R$ 418.


Os resultados só retratam a realidade que se consolida ano após ano, com a projeção de crescimento das vendas na web se mantendo na casa dos 12% anuais.


Com a internet cada vez mais integrada naturalmente ao cotidiano das pessoas, não é possível imaginar o futuro do varejo sem a confluência entre loja física e e-commerce, em um movimento que hoje está mais claro como tendência de mercado.


A junção entre os dois formatos é o que aponta a realidade nesta fase de amadurecimento das lojas online, que surgiram como se fossem o 'monstro' demolidor de paredes prestes a implodir o varejo tradicional e decretar seu fim, mas hoje se acomodam na posição de ferramenta complementar.


Sendo assim, se você ainda não possui planos ou nunca cogitou figurar com seu negócio na internet, é bom considerar com urgência a necessidade de se reinventar, para o bem do futuro da sua empresa.


No Brasil, 25,5 milhões de pessoas compraram pelo menos uma vez na internet no primeiro semestre de 2017. Mesmo com todos os desafios de quebra de paradigmas quanto a segurança das transações, as barreiras quanto a logística e a árdua batalha contra o imediatismo da vontade de receber logo o produto adquirido.


É aí que as lojas físicas têm muito a ganhar ao figurar no e-commerce. Sua pré-existência no mundo físico transmite credibilidade por não serem empresas apenas virtuais e muitas já carregarem uma marca crível na fachada. Os consumidores confiam mais em informar seus dados do cartão de crédito e de documentos pessoais para alguém que tenha porta aberta em um endereço para ser checado in loco ou acessando o Google Maps.


As barreiras de logística e a urgência em receber a encomenda podem ser solucionadas em muitas vezes com o formato de comprar online e retirar na loja, sendo esta uma solução que vai muito além deste simples objetivo, mas se traduz em praticidade para quem compra e, para ambas as partes, na redução de custos com a eliminação das despesas de transporte.
Não é por acaso que gigantes do e-commerce mundial, como a americana Amazon e a chinesa Alibaba, fazem o caminho inverso e estão empenhadas em materializar-se com pontos físicos de venda e distribuição dos seus produtos. 


Mas este é assunto para outro artigo...

 

 

ALGUNS NÚMEROS

 

- O Varejo cresce 12,4% ao ano e até 2021 vai vender R$ 85 bilhões;  
 

- Nos próximos 4 anos, 27 milhões de pessoas farão sua primeira compra online;
 

- Em 2021, 67,4 milhões de consumidores estarão comprando no e-commerce;
 

- Em 4 anos, 44% dos internautas do Brasil serão consumidores ativos na web.

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João Monlevade, Minas Gerais - Brasil